
O kebab, cujo nome em persa significa literalmente “carne assada”, tem uma origem tão antiga quanto disputada. Embora hoje o associemos rapidamente aos populares dürum ou doner servidos no pão pita com molho e salada, sua história é muito mais complexa e rica.

Sua forma mais primitiva é o şiş kebab, que consiste em carne espetada em um espeto e assada na grelha, frequentemente acompanhada de legumes. Parece familiar? Claro, nossos conhecidos espetinhos marroquinos vêm dessa tradição, herdada da culinária árabe, cuja influência ainda está muito presente na gastronomia espanhola.

Uma das teorias mais populares sobre sua origem moderna situa o kebab na Anatólia, durante um conflito bélico. Conta-se que os soldados turcos, sem utensílios adequados, usavam suas espadas como espetos para cozinhar a carne no fogo. O pão servia como prato e talher, formando uma refeição simples, prática e saborosa.

No entanto, também foram encontrados indícios de preparações semelhantes na Grécia Antiga, onde já se utilizavam suportes metálicos para assar carne. Assim, é provável que o kebab, como o conhecemos hoje, seja resultado de múltiplas influências culturais que convergiram ao longo dos séculos
